Implementar a coleta seletiva no ambiente corporativo é uma decisão estratégica que vai além da responsabilidade ambiental: é um compromisso com a eficiência, a economia e a construção de uma cultura organizacional consciente.
Antes de apresentarmos os pilares da coleta seletiva corporativa, traremos um fato que acontece de forma recorrente em muitos locais e que pode atrapalhar os processos e dinâmica dessa etapa, sendo uma barreira real para o sucesso do projeto.
A coleta seletiva vai muito além de boa intenção. A falta de identificação correta para os locais de descarte, os recipientes de baixa qualidade e resistência para receber os materiais transformam um processo simples em um grande desafio.
Sem atenção ao tipo de resíduo, à quantidade limite em cada recipiente, à frequência de limpeza/organização e à existência de áreas de transbordo e locomoção, o sistema falha antes mesmo de começar.
A fim de aumentar as chances de sucesso, apresentaremos conceitos e boas práticas a serem aplicadas.
1. Por que investir em coleta seletiva no trabalho?
Os benefícios são múltiplos e mensuráveis:
• Econômico: redução de custos com aterro sanitário e potencial geração de receita com a venda de materiais para recicladoras.
• Imagem e Compliance: fortalecimento da marca, atração de talentos e clientes conscientes, e atendimento a legislações ambientais cada vez mais rigorosas.
• Ambiental: redução direta do impacto ecológico da empresa, com menor extração de recursos e descarte de resíduos.
• Cultural: Aaumento do engajamento e do sentimento de propósito da equipe.
2. Passo a passo inicial: o planejamento estrutural
A. Diagnóstico e Definição de Metas
• Auditoria de resíduos: durante uma semana padrão, identifique qual é a composição do “lixo” da empresa. Quanto é papel de escritório, embalagens de lanche, plásticos de copa, resíduos especiais?
• Metas SMART: estabeleça objetivos claros, mensuráveis e com prazo. Exemplos: “Reduzir o envio de resíduos para aterro em 40% em 12 meses” ou “Destinar 90% do papel consumido para reciclagem”.
B. Designação de responsabilidade
Um programa sem dono está fadado ao esquecimento. Crie um Comitê de Sustentabilidade multidisciplinar ou nomeie um embaixador ambiental em cada departamento. A liderança deve endossar publicamente a iniciativa.
3. A infraestrutura física: clareza é a chave do sucesso
A. Padronização Visual (use as cores oficiais)
A sinalização universal facilita a adesão. Instale coletores com as cores da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
• Azul: Papel e Papelão
• Vermelho: Plástico
• Verde: Vidro
• Amarelo: Metal
• Marrom: Resíduos orgânicos (se houver compostagem)
• Cinza: Rejeito (não reciclável)
B. Posicionamento Estratégico
Coloque os conjuntos de lixeiras em pontos de grande geração e fluxo:
• Copas/Cozinhas: foco em plásticos, metais (latas) e orgânicos.
• Salas de reunião: conjuntos compactos para papel, plástico (copos) e rejeito.
• Pontos de impressão: coletor exclusivo para papel.
• Recepção e áreas comuns: sinalização muito clara para visitantes.
C. Sinalização Intuitiva
Evite textos longos. Use:
• Ícones e fotos dos itens mais comuns em cada setor (ex.: na copa, foto de copo plástico, garrafa PET e saco de salgadinho no coletor vermelho).
• Listas curtas e objetivas do que PODE e do que NÃO PODE em cada lixeira.
• Etiquetas à prova de dúvidas. Em vez de “Plástico”, escreva “Copos, Garrafas, Embalagens Limpas”.
4. A parceria externa essencial
Nenhuma empresa recicla sozinha. A logística final é crucial:
• Pesquise e contrate uma cooperativa de catadores ou uma empresa licenciada de coleta seletiva. Priorize cooperativas para gerar impacto social.
• Defina a frequência de coleta (semanal, quinzenal) e o ponto de armazenamento temporário interno (PEV – Ponto de Entrega Voluntária).
• Estabeleça um canal de comunicação direto para dúvidas operacionais.
No começo, essas boas práticas podem parecer complicadas de serem implementadas, mas ao passar do tempo, serão integradas com facilidade no dia a dia do negócio.
No próximo contato, apresentaremos como engajar a equipe e transformar a iniciativa em um hábito enraizado na cultura da empresa.
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